
WORKLOVER
Muito já se falou sobre os workaholics, os viciados em trabalho. Exatamente por esse assunto ter vindo tantas vezes à tona, acabou se criando um senso comum de que quem trabalha muito automaticamente é viciado em trabalho. Isso não é verdade. Há muitos profissionais que trabalham bastante simplesmente por serem apaixonados por suas profissões. Esses, por sua vez, podem ser conhecidos como worklovers. A diferença básica entre os dois é que os viciados usam o trabalho como uma ferramenta para fugir de problemas, como se ficar até altas horas no trabalho fosse um refúgio. Assim como outros vícios (cigarro, bebida, entre outros), o trabalho se torna algo capaz de fazer essas pessoas esquecerem os males que os atormentam fora dali. Uma atitude nada saudável. Fazendo isso, normalmente, não conseguem equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Já os worklovers não usam o trabalho como fuga, pelo contrário, o trabalho é sempre algo muito prazeroso.
Gostar do que faz é um primeiro e ótimo passo, já que trabalhar com algo que não é do nosso agrado é realmente difícil. Quem gosta do que faz acorda bem disposto para ir para empresa, tem criatividade para inovar sempre e faz as coisas bem feitas e no prazo. Amar o que faz, então, amplifica tudo isso a um expoente quase imensurável. O worklover normalmente trabalha muito e não mede esforços para resolver as questões profissionais do dia a dia. Sempre que fala do seu trabalho, demonstra grande satisfação e, geralmente entende muito bem sobre sua área de atuação.
Se pararmos para observar, profissionais que podem ser denominados como worklovers frequentemente são bem resolvidos em todas as questões da vida. São pessoas que ou possuem famílias bem estruturadas, ou vivem sozinhas por opção, e não porque não conseguem encontrar seus companheiros idealizados. Normalmente praticam esportes, viajam muito e, principalmente, dedicam-se a algum hobby (outro que não seja o próprio trabalho). Quando essas pessoas se vêem atribuladas, conseguem impor prioridades, abrir espaço em suas agendas e poder se dedicar a outras questões da vida. Elas amam o trabalho sim, porém, amam, acima de tudo, a si próprios.
Dificilmente se vê um worklover estressado, ao contrário dos workaholics que, em sua maioria, sofrem de estresse e de vários outros problemas de saúde. Para esses profissionais, existe um equilíbrio. Eles podem, sim, dedicar-se com esmero ao trabalho e fazem isso com todo o prazer do mundo. Mas, sabem a hora de parar e não vivem apenas para isso.
Fonte: Revista SuperMix. Nº 134, maio/junho de 2011




